ENTREVISTA COM WERLLEN HOLANDA, AUTOR DE LOVE OF THE DEAD

Love of the Dead conta a história de George, um zumbi que é diferente dos outros, ele não sente vontade de comer cérebros ou matar pessoas, a única coisa que George quer é encontrar alguém para amar. Nessa busca, ele passa seus dias perambulando a procura de alguém que retribua esse sentimento. Mas um dia, George resolve dar um passo além de sua vizinhança à procura de seu grande amor.

Você pode saber mais sobre o projeto aqui: https://www.catarse.me/loveofthedead

O projeto está buscando financiamento no Catarse e os apoios podem ser feitos a partir de R$ 20,00, com direito ao livro impresso e nome nos agradecimentos. O Livro terá 46 páginas coloridas, formato 17×23 cm e lombada quadrada.

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Sobre o autor:

Werllen Holanda, ilustrador e quadrinista, de Mauá – SP e atualmente trabalha fazendo arte para games mobile. Lançou seu primeiro trabalho autorial em 2016, a HQ “Emy e o último gato do mundo” na CCXP.

 

Para descobrir mais sobre o projeto, nós da Imperial HQs realizamos uma breve entrevista com o autor! Confira!

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Quais são as suas principais influências (obras e autores que lhe inspiram)?

Eu sempre tive duas principais influências, Akira Toryiama e os artistas da Disney em geral. Sempre adorei a arte e o modo que como contam suas histórias, e isso se reflete muito no meu trabalho hoje em dia. Fora eles, tenho várias pequenas influências de artistas mais jovens como Jake Parker por exemplo, e claro, vários amigos ilustradores que me influenciam todo dia com suas artes.

 

De onde surgiu a ideia e como foi o processo de criação do universo e personagens de Love of the Dead?

Surgiu em 2012 durante meu curso de animação, a ideia inicial seria que Love of the Dead fosse um curta metragem, porém fazer animação é um processo árduo para apenas uma pessoa e por falta de experiência naquela época acabei engavetando o projeto. Mas a história ainda me parecia muito interessante então resolvi adapta-la para um roteiro de história em quadrinhos. Para conceber o universo eu busquei muitas influencias dos filme feitos por George A. Romero, o pai dos zumbis modernos. Minha ideia foi colocar no meio da história uma crítica bem sutil, tal qual ele fazia em suas obras, usando o zumbi como uma alegoria para expor o que o ser humano tem de pior. Em Love of the Dead a crítica é bem mais sútil, com certeza, mas ainda está lá. Misturei esse tom dos filmes de Romero, com uma pegada mais leve de filmes românticos modernos, como 500 days of Summer, por exemplo, o que deixou a história muito mais leve e divertida.

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Sabemos que o mercado de quadrinhos nacional é complicado, e por isso, nós autores temos que manter o equilíbrio entre o trabalho de quadrinista e outras responsabilidades. Como foi a sua rotina durante a criação de Love of the Dead?

Foi (e ainda está sendo!) Muito corrida. Fazer quadrinhos no Brasil é algo complicado e de pouco retorno financeiro, e bem, os boletos estão aí batendo na nossa porta né haha, por isso durante a produção da HQ eu divido meu dia entre meu trabalho fixo ( trabalho numa empresa de games mobile de SP ), e a noite vou para a prancheta para desenhar as páginas, e isso se segue todo dia até o término da história. Sempre recebo ajuda da minha noiva, principalmente durante a campanha do Catarse, onde ela cuida da divulgação do projeto enquanto eu dou andamento as páginas. Essa parceria é muito importante e ter alguém para contar torna o processo muito menos desgastante. No geral é bem exaustivo, mas mesmo assim, muito recompensador em poder dar vida as histórias que estão na minha cabeça, isso é algo que vale a pena todo esforço.

 

O que você acha que falta para o mercado de quadrinhos nacionais se consolidar?

 Acho que falta público na verdade. Nós que produzimos quadrinhos independentes sempre ajudamos uns aos outros, consumimos obras dos amigos, mas isso acaba virando um mercado de nicho que não é auto sustentável. Eu compro o quadrinho de fulano, e em troca ele compra um meu, mas a coisa acaba aí, não chega no público “comum”. O brasileiro já não tem o hábito de ler, e ainda mais se tratando de quadrinhos, que ainda é visto por muito como uma mídia mais infantil, complica ainda mais a situação. Por isso acho cada vez mais importante eventos como a CCXP e FIQ, que dão a possibilidade de aproximar um público que jamais conheceria o seu trabalho por outros meios.

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Qual a dica que você pode dar para outros autores independentes?

Façam. Produza suas histórias sem medo ou pretensão. Façam testes, veja o que funciona para sua história, mas coloque isso no papel, se permita errar e aprender com isso. Vejo muitas pessoas com idéias muito boas mas que não tem coragem de dar um passo a frente, e isso acaba se alongando cada vez mais. Façam seus quadrinhos, terminem um projeto e continue sempre a tentar, que uma hora vai rolar.

 

Por onde os leitores podem acompanhar o seu trabalho?

https://www.instagram.com/werllenholanda/

https://www.behance.net/werllenholanda

https://www.facebook.com/werllenholandaart/

 

Apoie o projeto CLICANDO AQUI! Se não puder apoiar financeiramente, compartilhe a campanha com os seus amigos e familiares! Será de grande ajuda!



Bruno Vieira Written by:

Fundador da Craft Comic Books e da Craft Autors.