ENTREVISTA COM TIAGO HOLSI, AUTOR DE FLORESTA MORTA

 

Bem, Doug e Jane fogem do acampamento da escola para se aventurar floresta adentro, mas esta aventura toma um rumo inesperado quando são atacados por um Zumbi Hippie andarilho.

Quando voltam para o acampamento os garotos têm uma grande surpresa. Todos que estavam lá viraram zumbis. A professora de matemática, a rainha do baile, o diretor da escola, o capitão do time de futebol que fazia bullying com os garotos no corredor, animais da floresta, fazendeiros da redondeza. TODO MUNDO!
Será que os três amigos vão conseguir se livrar dessa enrascada?

Uma coisa é certa, essa amizade fica ainda mais forte quando juntos é preciso lutar pela sobrevivência.

Floresta Morta é o terceiro trabalho autoral de Tiago Holsi, que em 2015 publicou o quadrinho “Entardecer dos Mortos” e em 2016 o livro ilustrado “665, A vizinha da Besta”. Ambos através do financiamento coletivo do Catarse.

 

Para descobrir mais sobre a obra e o autor, nós da Imperial HQs realizamos uma breve entrevista! Confira!

 

 

 

Quais são as suas principais influências (obras e autores que lhe inspiram)?
Meu pai era um leitor de quadrinhos casual, sempre comprava Recruta Zero e Tex que em algum momento iam parar na minha mão. Acho que por isso Mort Walker foi uma das grandes influências do meu desenho. Isso por volta dos 8 anos de idade, depois veio Turma da Mônica e finalmente conheci Akira e mudou tudo o que conhecia sobre quadrinhos, na adolescência li um pouco de super-heróis, mas nunca fui muito fã. Hoje com influências contemporâneas, gosto muito de Eduardo Medeiros, Cristina Eiko e Paulo Crumbim, Danilo Beyruth, dentre outros artistas nacionais.

De onde surgiu a ideia e como foi o processo de criação do universo e personagens de Floresta Morta?
Floresta Morta surgiu como desenhos que fiz durante o Inktober de 2016. Durante o mês de outubro produzi um desenho por dia com tema Zumbis na Floresta. Gostei tanto do resultado que resolvi investir em uma história daquele universo.

 

Sabemos que o mercado de quadrinhos nacional é complicado, e por isso, nós autores temos que manter o equilíbrio entre o trabalho de quadrinista e outras responsabilidades. Como foi a sua rotina durante a criação de Floresta Morta?
Trabalho por 8 horas diárias na Assessoria de Comunicação do Sistema Fieg, no intervalo do almoço consigo produzir um pouco mas a mão na massa mesmo rende depois do expediente, noite afora produzindo. Agora que meu filho nasceu esse tempo deu uma encurtada, a família é prioridade. Feriados e fim de semana é quando a produção rende mais mas sempre reservo um tempo pra descansar, assistir seriados e filmes.

O que você acha que falta para o mercado de quadrinhos nacionais se consolidar?
O quadrinho nacional vem vivendo o seu melhor momento, muitos eventos novos surgindo, dando oportunidade do quadrinista ter um importante contato com o público. Plataformas de financiamento coletivo viabilizando a publicação independente e tirando muito artista bom do anonimato. Hoje a maior dificuldade da produção independente é a distribuição, sem editora para fazer essa ponte, o quadrinista tem de encontrar alternativas como a venda online.

Qual a dica que você pode dar para outros autores independentes?
Produza sempre. Mais importante do que conquistar um público, é mantê-lo. Experimente bastante e não se apegue ao produto impresso, há muitas plataformas online de publicação em que você não gasta nada para publicar. Leia. Quer fazer quadrinhos, leia quadrinhos.

 

Por onde os leitores podem acompanhar o seu trabalho?
Você pode me acompanhar pelas redes sociais, Instagram, Facebook no perfil @tiagoholsi
Meu site www.tiagoholsi.com.br
Tenho feito algumas publicações no https://tapas.io/tiagoholsi/series
E meus quadrinhos e prints podem ser adquiridos no www.celeblo.com.br

 

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Bruno Vieira Written by:

Fundador da Craft Comic Books e da Craft Autors.