ENTREVISTA COM PABLO PIÑAR

O Pablo é um dos artistas que lançaram a sua GraphicBook no evento SketchCon II promovido pela Editora Criativo.

Para conhecer mais sobre o artista e sobre o seu lançamento, realizamos uma breve entrevista. Confira!

 

Conte-nos sobre o que encontraremos no seu álbum.

Meu álbum possui desenhos mais pessoais que fui fazendo ao longo de vários anos. Tem desde alguns que fiz em 2009, quando tinha 14, 15 anos até uns mais atuais que fiz depois dos 20 anos. Desde criança sei que minha praia é criar mundos imaginários, muito mais inventados do que baseados em algo real, mas obviamente sempre existem uma referencias aqui e acolá. Paisagens, edifícios, casas, montanhas, jardins, etc.

 

Quais são as suas principais influências (obras, autores e artistas que lhe inspiram)?

Creio que minhas primeiras inspirações foram os castelos que via na Espanha e a forma como as favelas do Rio subiam as montanhas. De artistas desde cedo eu gostava de TinTin e Asterix, e depois na adolescência fiquei apaixonado por Hayao Myiazaki e os filmes que ele criou pra Ghibli. Sou super fã até hoje. Moebius também me inspirou muito, Margaret Mee também, com suas aquarelas botânicas, além de alguns artistas surrealistas e impressionistas como Dalí, Monet, Van Gogh, etc. Ver meu pai, minha irmã, meu tio e tantos outros familiares trabalhando com arte desde sempre também me influenciou bastante, com certeza.

 

 

Sabemos que o mercado voltado para a arte é complicado, e por isso, nós artistas temos que manter o equilíbrio entre o trabalho de ilustrador e outras responsabilidades. Como foi a sua rotina durante a criação do seu SketchBook?

Meu sketchbook contou com vários desenhos que já tinha pronto, e isso ajudou bastante. Porem alguns eu fiz especialmente pro livro. Pra conciliar as ilustrações com a faculdade, eu desenhava quando rolava um tempo livre, tanto nos fins de semana quanto na própria faculdade, no horário entre as aulas. Não pude deixar de continuar fazendo alguns freelas mas nada disso me impediu de completas o sketchbook 🙂

O que você acha que falta para o mercado de artes nacionais se consolidar?

Creio que faltam mais encontros como este do Sketchbook, faltam mais cursos específicos pra tipos diferentes de ilustração, mais investimentos nas faculdades de Belas Artes espalhadas pelo país e uma forma de divulgar melhor os artistas menores que estão surgindo para um publico maior. O Facebook e Instagram, além das mídias digitais já ajudam mais nesse aspecto hoje em dia, mas ainda há muito que avançar. E algo que falta com certeza é que a cultura de artes visuais e artes plásticas alcance mais a maior parte da população, com museus de graça, mais acessíveis e de melhor entendimento. Uma educação artística desde a infância é super necessária pra mudar isso tudo.

 

Qual a dica que você pode dar para outros artistas?

Desenhe sempre que sentir vontade, sempre. Leve uma folha, um caderno, um livrinho que seja no bolso, na mochila, na mão… Não desperdice as ideias que vem nas horas mais inusitadas. Se não der pra desenhar, faça pelo menos anotações sobre o que gostaria de desenhar. Crie um habito. Não deixe passar certas oportunidades, mesmo que a principio pareça que não seja nada demais, tudo é experiencia e aprendizado. Criar espaços pra você divulgar a própria arte também ajuda bastante!

 

Por onde os leitores podem acompanhar o seu trabalho?

Tenho uma pagina no Facebook chamada Piñarte e uma conta no Instagram chamada pablo_pinarte.

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Bruno Vieira Written by:

Fundador da Craft Comic Books e da Craft Autors.