ENTREVISTA COM MYLLE SILVA, ROTEIRISTA E IDEALIZADORA DE A SAMURAI

 

 

Conheça o projeto A Samurai: Primeira Batalha, uma HQ feita só por mulheres!

O projeto de financiamento coletivo está no ar desde 08 de agosto e é um spin-off da história de Michiko, uma moça que decide se tornar samurai e lutar pelos sonhos

A partir do dia 08 de agosto, sua ajuda será crucial para que a HQ A Samurai: Primeira Batalha aconteça. Trata-se de um spin-off da história principal da protagonista Michiko, uma moça que treina para se tornar samurai e lutar pelos seus sonhos.

 

Sobre a história

Michiko é uma jovem que foi vendida ainda bebê para o okiya (a casa das gueixas) para ser treinada como uma delas. No entanto, seu maior sonho é encontrar a verdadeira família e, para realizá-lo, ela decide quebrar as regras da sociedade japonesa, estratificada e machista, para tornar-se uma samurai.

Em sua primeira batalha, encontraremos uma Michiko adolescente e inexperiente, que acabou de ingressar para o exército do daimyou (senhor feudal) Toyotomi. E, antes mesmo que ela pudesse refletir sobre como agir, a samurai iniciante é colocada em uma arriscada batalha que trará consequências irreversíveis para a sua vida.

 

Sobre o projeto

O projeto foi idealizado por Mylle Silva, roteirista da HQ. Para ajudá-la a executá-lo, ela convidou cinco quadrinistas, todas mulheres, que contarão a história sob o olhar feminino. São elas Renata Nolasco, Mary Cagnin, Chairim Arrais, Má Matiazi e Jéssica Lang. Cada mina desenhará cerca de 10 páginas da história.

Por tratar-se do um spin-off da saga principal da Michiko, A Samurai: Primeira Batalha terá 64 páginas em PB e formato 15cm x 21cm. Para que o projeto seja realizado, deverá atingir a meta inicial de R$9500, valor que cobrirá os custos de impressão, ilustração, recompensas, envios e taxa da plataforma.

 

Como apoiar o projeto

Para se tornar um apoiador do projeto, basta entrar na página da campanha (https://www.catarse.me/asamurai-primeira-batalha), selecionar um dos pacotes de recompensas na coluna da direita, preencher os dados na plataforma (caso ainda não seja cadastrado no Catarse) e escolher a forma de pagamento de sua preferência.

Caso o projeto não atinja a meta inicial de R$9500, todo o dinheiro investido pelos apoiadores será devolvido sem desconto algum. Ou seja, pode apoiar sem medo!

 

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Publicações anteriores

Em 2015, Mylle Silva começou a trabalhar na HQ A Samurai, seu primeiro trabalho como roteirista de HQ. O projeto foi viabilizado através de financiamento coletivo, foi bem recebido pelo público e distribuído para todo o Brasil através de uma parceria com a Tambor Quadrinhos.

A história de Michiko ganhou uma continuação, a HQ A Samurai: Yorimichi, também viabilizada por crowndfunding. Nessas duas publicações, Mylle trabalhou com o seguinte time de artistas: Vencys Lao, Gustavo Borges, Herbert Berbert, Bianca Pinheiro, Mika Takahashi, Leonardo Maciel, Guilherme Match e Yoshi Itice.

 

Sobre a autora

Mylle Silva é escritora, roteirista e artesã. Trabalha com quadrinhos e participa de eventos relacionados desde 2013. Mantém os sites Oficina de Escrita (http://www.oficinadeescrita.com.br), com artigos e dicas para quem quer escrever suas próprias histórias e Tadaima Curitiba (http://www.tadaimacuritiba.com.br), com informações sobre cultura japonesa.

É roteirista e idealizadora da HQ A Samurai, que conta com a participação de 8 talento dos quadrinhos nacionais. A graphic novel, viabilizada através de financiamento coletivo, é uma trilogia e seu segundo volume, A Samurai – Yorimichi, foi lançado na CCXP 2016.

Em 2014, lançou o livro de contos A Sala de Banho, encadernado à mão por ela. Também participou da coletânea FLUPP Novos Autores e da coletânea de contos do Bunkyo de São Paulo (ainda em fase de produção).

 

Acompanhe a execução do projeto

Você pode acompanhar as novidades do projeto A Samurai: Primeira Batalha através das seguintes redes:

Facebook: https://www.facebook.com/asamuraihq e https://www.facebook.com/myllesilva

Instagram: https://www.instagram.com/myllesilva/

Twitter: https://twitter.com/myllesilva

 

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Quer descobrir mais sobre o projeto, a autora e o processo criativo desta história em quadrinhos? Confira a entrevista abaixo!

 

Quais são as suas principais influências (obras e autores que lhe inspiram)?

Eu acredito que tudo me influencia um pouco. A diferença é que algumas obras me marcam e me inspiram mais que outras. Como sou bem eclética, minhas influências vão desde Clarice Lispector, Machado de Assis, Haruki Murakami, Banana Yoshimoto e outros nomes da literatura, até mangás shoujo como Honey and Clover e Sakura Card Captor.

Como sempre gostei de personagens femininas fortes, minhas principais influências para criar a Michiko foram duas séries que vi ainda pequena: Guerreiras Mágicas de Rayearth e Xena, a Princesa Guerreira.

 

De onde surgiu a ideia e como foi o processo de criação do universo e personagens de A Samurai?

Escrevi um conto em 2008 chamado Michiko, no qual retratei a personagem como uma imigrante japonesa que vê o pai morrer e acaba saltando no tempo. No final do conto ela vai para o passado e acorda como uma gueixa. Usei o final do conto como gancho para escrever A Samurai, uma moça que luta, literalmente, pelos seus sonhos.

Sou uma escritora de fluxo de pensamento, ou seja, escrevo o que vier na minha cabeça sem planejar nada antes. No entanto, para elaborar o roteiro para HQ, decidi organizar melhor minhas ideias e comecei a estudar sobre escrita criativa e estruturação de roteiros. Por isso, mudei bastante o meu processo criativo, com um pouco de planejamento, curvas dramáticas no enredo, jornada do herói, etc.

Quando comecei o projeto, em 2015, era para ser uma HQ fechada, sem continuação. No entanto, com a boa recepção dos leitores, vi a possibilidade de continuar a história e decidi mergulhar de vez no universo, dando mais vida e criando outras facetas para os personagens (como o Nobuhiro, por exemplo, que se torna o antagonista da história no segundo volume).

Hoje sinto que trabalhar o universo da HQ é algo bem natural para mim, como um novo fluxo de pensamento, em que as possibilidades vão surgindo na minha mente e eu as organizo para que tudo se encaixe e faça sentido dentro da história.

 

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Sabemos que o mercado de quadrinhos nacional é complicado, e por isso, nós autores temos que manter o equilíbrio entre o trabalho de quadrinista e outras responsabilidades. Como foi a sua rotina durante a criação de A Samurai?

Eu sempre escrevi, mas também sempre tive medo de apostar nisso. Por isso, montei uma lojinha virtual para prestar serviços de personalização de botons (www.nhom.com.br). E, apesar de não ser ilustradora, colocar um projeto no ar e gerir todas as etapas dele dá bastante trabalho.

Eu procuro escrever o roteiro nos primeiros meses do ano, quando não tenho muitas encomendas para atender – assim consigo me concentrar melhor. Depois vou pensando no planejamento da campanha, em que época colocá-la no ar, quais artistas convidar (como foi o caso em A Samurai: Primeira Batalha), monto o orçamento, o projeto gráfico, etc.

Nas campanhas anteriores, eu não me preocupei muito com a divulgação, mas na HQ nova eu fiz um plano de marketing com postagens variadas para divulgar o projeto. Acredito que um dos fatores mais importantes para que uma campanha no Catarse dê certo é saber que você terá que se dedicar diariamente, se fazer lembrar dia após dia. Se ninguém souber o que você está fazendo e você não estiver disposto a contar, então é melhor nem começar a campanha.

Por isso, acredito que, em média, devo dedicar pelo menos 2h por dia na produção da HQ, seja escrevendo, planejando postagens, recebendo materiais, alinhando os participantes do projeto, fazendo a diagramação da HQ, letreiramento, contato com gráfica… E tudo mais que precisar ser resolvido.

 

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O que você acha que falta para o mercado de quadrinhos nacionais se consolidar?

Acredito que o mercado já está bem consolidado para quem está no meio, sejam leitores ou autores. O que falta é que mais pessoas entrem na brincadeira. Precisamos de mais eventos, mais leitores e uma melhor distribuição. Essa sensação de escassez de público não é um problema isolado do mercado de quadrinhos, basta olhar o mercado literário que sofre dos mesmos problemas há anos.

Precisamos também de uma nova mentalidade por parte dos autores. O autor só será lido se for visto e só será visto se sair do seu canto. Ele precisa empreender, mostrar a cara – e não falo só nos eventos grandes. Falo de contato com o público, com cursos, vídeos, palestras, visitas a escolas e o que mais puder ser feito. Quanto mais gente acreditar e participar do mercado, melhor.

 

Qual a dica que você pode dar para outros autores independentes?

Publiquem suas obras, busquem seus leitores, derrubem suas barreiras! E treinem todos os dias, não importa o que aconteça. Escreva, desenhe, pinte! Não viva mais um dia sequer sem fazer a sua arte, mesmo que você só tenha 1 minuto pra treinar.

 

Por onde os leitores podem acompanhar o seu trabalho?

Quem quiser saber um pouco mais sobre meus projetos, pode acompanhar meu perfil no facebook (/myllesilva), no twitter (@myllesilva) e no instagram (@myllesilva). Também mantenho a fanpage da HQ A Samurai (/asamuraihq) e o site do projeto (www.asamurai.com.br)

Também tenho um site onde publico dicas sobre escrita, o Oficina de Escrita (www.oficinadeescrita.com.br) e sua fanpage (/oficinadeescrita.oe)

 

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Para apoiar o projeto é só CLICAR AQUI! Se não puder colaborar financeiramente, compartilhe a campanha com seus amigos e familiares! Será de grande ajuda!

 



Bruno Vieira Written by:

Fundador da Craft Comic Books e da Craft Autors.