ENTREVISTA COM LAÍS MACHADO, AUTORA DE OGÍGIA

 

OGÍGIA conta a história de uma astronauta que, presa durante sua solitária missão no espaço, começa a relatar seu dia a dia e saudades de casa em seu diário de bordo. Esse diário de bordo se intercala com páginas de história em quadrinho, que ajudam a contar essa história sobre solidão e essa sensação de “pequenês” quando nos deparamos com com o imenso espaço que nos cerca.

 

Para descobrir mais sobre a obra e a autora, nós da Imperial HQs realizamos uma breve entrevista! Confira!

 

 

Quais são as suas principais influências (obras e autores que lhe inspiram)?

Nossa, tem vários! Desde a época em que eu só fazia fanart e postava no Tumblr, nessa época duas artistas me influenciaram muito a voltar a desenhar (tinha um tempo que havia parado), a Brigid Vaugh e a Viktoria Ridzel (conhecidas como Burdge e Viria pela internet). Hoje minhas maiores influencias vêm de ilustradoras como Loish, Lu Cafaggi, Alessandra Mais2, Frannerd, Noelle Stevenson, Isabelle Arsenault… a lista segue, mas essas foram as que lembrei no momento (risos).

 

De onde surgiu a ideia e como foi o processo de criação do universo e personagens de Ogígia?

 A ideia veio simplesmente de eu gostar muito de astronautas e assuntos que envolvam o espaço. As inspirações vieram em grande parte de filmes como “Gravidade” e “Interestelar” e, por eu gostar, queria fazer algo sobre o tema. O trabalho do artista Guillaume Singelin também me inspirou muito, ele costumava desenhar esse astronauta, sozinho com seu mascote, vivendo no espaço, eu sempre amei a atmosfera dessa série de ilustrações dele. A personagem (é só uma mesmo na história) por sua vez, não tem inspiração em ninguém em especial, mas eu queria retratar alguém solitário e introvertido, e dizer que há pessoas que são assim e que estão ok com isso.

 

Sabemos que o mercado de quadrinhos nacional é complicado, e por isso, nós autores temos que manter o equilíbrio entre o trabalho de quadrinista e outras responsabilidades. Como foi a sua rotina durante a criação de Ogígia?

 Eu estudo, faço faculdade de Belas Artes, às vezes você acaba imprensando uma responsabilidade pra dar conta da outra, mas eu não me senti culpada por ter que fazer a HQ ao invés de um trabalho da faculdade, porque a HQ era um trabalho pra faculdade. Mesmo assim, eu tive que ter a ideia, escrever o roteiro, desenhar as páginas (que o professor sempre pedia pra voltar e alterar algum detalhe) e finalizá-las em um semestre só, isso tudo junto com vários outros trabalhos de outras matérias. Então, é, foi bem corrido.

 

 

O que você acha que falta para o mercado de quadrinhos nacionais se consolidar?

 Falta muito mais por parte do público do que das editoras. Tirando música e talvez um pouco de cinema, o brasileiro cresce com muito pouco contato com as artes. Isso causa uma lacuna e gera um desinteresse, um pensamento que arte é besteira, o que inclui as HQs. Hoje até existem muitos fãs de Marvel e DC por aí, mas muito mais graças aos filmes do que às comics. Então no fim, se não tem quem consuma, o comércio do produto enfraquece.

 

Qual a dica que você pode dar para outros autores independentes?

 Bem, não muitas já que comecei agora (risos)! Mas acho que o mais importante é fazer o que você gosta e acredita, e arriscar. Coloca pra financiamento, ou publica numa plataforma online, têm várias de quadrinhos. Pode dar ruim, mas pode dar super certo! E você não pode perder essa chance de que talvez dê super certo.

 

Por onde os leitores podem acompanhar o seu trabalho?

Minha atual plataforma favorita é o Instagram, também posto bastante no Tumblr (ambos @vagalumie). Tenho uma página no Facebook com meu nome, mas quase não uso porque não gosto muito de lá mesmo.

 

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Bruno Vieira Written by:

Fundador da Craft Comic Books e da Craft Autors.